O avanço da transformação digital está reformulando o modo como as empresas consomem, gerenciam e protegem seus recursos energéticos.
Com o aumento constante das tarifas, a pressão por sustentabilidade operacional e a necessidade de garantir segurança energética, a energia deixou de ser apenas um custo fixo e passou a ser um ativo estratégico de negócio.
Em 2025, as organizações mais competitivas não buscam apenas reduzir gastos, mas implementar inteligência, previsibilidade e automação em toda a cadeia energética, da geração ao consumo. Nesse contexto, surgem novos modelos de negócio baseados em IoT, dados e gestão integrada, capazes de transformar a infraestrutura elétrica em sistemas inteligentes, responsivos e econômicos.
O cenário da energia inteligente
A matriz energética brasileira é diversificada e relativamente limpa, mas ainda sofre com gargalos que comprometem a eficiência das operações:
- Infraestrutura defasada e redes de distribuição fragmentadas
- Perdas técnicas e comerciais acima da média global
- Baixo nível de digitalização nos sistemas de monitoramento
- Dependência de manutenções reativas em vez de preditivas
Nesse cenário, a digitalização e o uso de IoT (Internet das Coisas) despontam como soluções para integrar dados, sensores e sistemas de controle, criando uma nova era de gestão energética baseada em dados em tempo real, automação e inteligência analítica.
1. Gestão inteligente de energia com IoT
A IoT aplicada à gestão energética permite monitorar e controlar o consumo elétrico em tempo real, integrando dados de sensores, medidores inteligentes e sistemas corporativos como BMS, EMS e ERP.
Essas plataformas oferecem uma visão completa da operação, permitindo:
- Mapear padrões de consumo e identificar gargalos
- Prever picos de demanda com base em algoritmos preditivos
- Automatizar ações corretivas, como redistribuição de carga ou desligamento remoto de equipamentos
Benefícios técnicos:
- Redução de até 30% no consumo por ineficiência
- Diminuição de falhas e paradas operacionais
- Melhoria na confiabilidade e estabilidade do fornecimento
Principais dores que resolve:
Falta de visibilidade sobre o uso de energia, desperdício operacional e dificuldade em correlacionar consumo com performance produtiva.
2. Eficiência energética como serviço (EaaS)
O modelo EaaS (Energy as a Service) vem ganhando espaço por eliminar a necessidade de investimento direto em equipamentos e infraestrutura.
Nele, o parceiro tecnológico é responsável pela implantação, operação e otimização contínua dos sistemas energéticos, enquanto a empresa cliente paga conforme os resultados obtidos, um modelo baseado em performance e eficiência comprovada.
Aplicações comuns:
- Sistemas automatizados de climatização e iluminação
- Otimização de cargas críticas e balanceamento de rede
- Monitoramento remoto e manutenção preditiva
Resultados esperados:
- Redução imediata de OPEX
- Zero CAPEX em modernização
- Conformidade com normas ISO 50001 e diretrizes ESG
3. Mercado livre e contratos flexíveis de energia
A ampliação do mercado livre de energia para consumidores menores em 2025 abriu novas possibilidades de controle de custos e previsibilidade orçamentária.
Agora, empresas de médio porte também podem negociar contratos personalizados, combinando tarifas, prazos e fontes diversas de fornecimento.
Diferenciais competitivos:
- Previsibilidade de custos e redução de volatilidade tarifária
- Contratos híbridos que integram diferentes origens de energia
- Integração direta com sistemas de medição inteligente e gestão de consumo
Dores que resolve:
Exposição às flutuações tarifárias, dependência de distribuidoras locais e falta de flexibilidade no fornecimento.
4. Armazenamento energético e resiliência operacional
Com a digitalização das operações, a resiliência energética se tornou fator crítico de continuidade de negócio.
Soluções de armazenamento em larga escala, como baterias de íon-lítio e de fluxo, combinadas a sistemas de controle inteligentes, garantem fornecimento contínuo mesmo diante de falhas da rede ou picos de demanda.
Quando integradas à IoT e à análise de dados, essas soluções permitem:
- Armazenar energia nos horários de menor tarifa
- Liberar carga de forma automática em picos de consumo
- Garantir operação de contingência em ambientes críticos, como data centers, indústrias e hospitais
Impacto direto:
Mais estabilidade, menor dependência de infraestrutura externa e maior controle sobre disponibilidade energética.
5. Plataformas integradas de monitoramento e diagnóstico
O futuro da gestão energética é centralizado, preditivo e orientado a dados.
Plataformas unificadas de monitoramento permitem visualizar em um único painel todo o comportamento elétrico da operação, do medidor ao transformador, do CxO ao técnico de manutenção.
Recursos técnicos incluem:
- Análise de anomalias via machine learning
- Alertas automáticos de falhas ou sobrecargas
- Diagnósticos preventivos com base em histórico de consumo
Resultados:
- Redução do tempo de resposta a incidentes
- Planejamento preciso de manutenção
- Decisões baseadas em dados e não em estimativas
Checklist técnico para evoluir sua gestão energética
- Mapeie seu perfil de carga e identifique picos, horários críticos e consumo por setor
- Implemente sensores e medidores inteligentes conectados a uma plataforma IoT
- Avalie modelos de contratação flexíveis, combinando mercado livre e performance energética
- Considere sistemas de armazenamento e contingência para operações críticas
- Digitalize sua infraestrutura elétrica e centralize dados, alarmes e relatórios de eficiência
A energia corporativa em 2025 não se resume à origem do fornecimento, mas à inteligência aplicada ao seu uso.
Empresas que investem em infraestruturas conectadas, automação e análise preditiva conquistam menor custo por kWh, mais estabilidade operacional e vantagem competitiva.
A Roost Energy acredita que o futuro da energia é inteligente, integrado e orientado a dados, e esse futuro já começou.