5 modelos de negócio em energia que estão redefinindo a eficiência e a segurança operacional em 2025

5 modelos de negócio em energia que estão redefinindo a eficiência e a segurança operacional em 2025

O avanço da transformação digital está reformulando o modo como as empresas consomem, gerenciam e protegem seus recursos energéticos.

Com o aumento constante das tarifas, a pressão por sustentabilidade operacional e a necessidade de garantir segurança energética, a energia deixou de ser apenas um custo fixo e passou a ser um ativo estratégico de negócio.

Em 2025, as organizações mais competitivas não buscam apenas reduzir gastos, mas implementar inteligência, previsibilidade e automação em toda a cadeia energética, da geração ao consumo. Nesse contexto, surgem novos modelos de negócio baseados em IoT, dados e gestão integrada, capazes de transformar a infraestrutura elétrica em sistemas inteligentes, responsivos e econômicos.

O cenário da energia inteligente

A matriz energética brasileira é diversificada e relativamente limpa, mas ainda sofre com gargalos que comprometem a eficiência das operações:

  • Infraestrutura defasada e redes de distribuição fragmentadas
  • Perdas técnicas e comerciais acima da média global
  • Baixo nível de digitalização nos sistemas de monitoramento
  • Dependência de manutenções reativas em vez de preditivas

Nesse cenário, a digitalização e o uso de IoT (Internet das Coisas) despontam como soluções para integrar dados, sensores e sistemas de controle, criando uma nova era de gestão energética baseada em dados em tempo real, automação e inteligência analítica.

1. Gestão inteligente de energia com IoT

A IoT aplicada à gestão energética permite monitorar e controlar o consumo elétrico em tempo real, integrando dados de sensores, medidores inteligentes e sistemas corporativos como BMS, EMS e ERP.

Essas plataformas oferecem uma visão completa da operação, permitindo:

  • Mapear padrões de consumo e identificar gargalos
  • Prever picos de demanda com base em algoritmos preditivos
  • Automatizar ações corretivas, como redistribuição de carga ou desligamento remoto de equipamentos

Benefícios técnicos:

  • Redução de até 30% no consumo por ineficiência
  • Diminuição de falhas e paradas operacionais
  • Melhoria na confiabilidade e estabilidade do fornecimento

Principais dores que resolve:

Falta de visibilidade sobre o uso de energia, desperdício operacional e dificuldade em correlacionar consumo com performance produtiva.

2. Eficiência energética como serviço (EaaS)

O modelo EaaS (Energy as a Service) vem ganhando espaço por eliminar a necessidade de investimento direto em equipamentos e infraestrutura.

Nele, o parceiro tecnológico é responsável pela implantação, operação e otimização contínua dos sistemas energéticos, enquanto a empresa cliente paga conforme os resultados obtidos, um modelo baseado em performance e eficiência comprovada.

Aplicações comuns:

  • Sistemas automatizados de climatização e iluminação
  • Otimização de cargas críticas e balanceamento de rede
  • Monitoramento remoto e manutenção preditiva

Resultados esperados:

  • Redução imediata de OPEX
  • Zero CAPEX em modernização
  • Conformidade com normas ISO 50001 e diretrizes ESG

3. Mercado livre e contratos flexíveis de energia

A ampliação do mercado livre de energia para consumidores menores em 2025 abriu novas possibilidades de controle de custos e previsibilidade orçamentária.

Agora, empresas de médio porte também podem negociar contratos personalizados, combinando tarifas, prazos e fontes diversas de fornecimento.

Diferenciais competitivos:

  • Previsibilidade de custos e redução de volatilidade tarifária
  • Contratos híbridos que integram diferentes origens de energia
  • Integração direta com sistemas de medição inteligente e gestão de consumo

Dores que resolve:

Exposição às flutuações tarifárias, dependência de distribuidoras locais e falta de flexibilidade no fornecimento.

4. Armazenamento energético e resiliência operacional

Com a digitalização das operações, a resiliência energética se tornou fator crítico de continuidade de negócio.

Soluções de armazenamento em larga escala, como baterias de íon-lítio e de fluxo, combinadas a sistemas de controle inteligentes, garantem fornecimento contínuo mesmo diante de falhas da rede ou picos de demanda.

Quando integradas à IoT e à análise de dados, essas soluções permitem:

  • Armazenar energia nos horários de menor tarifa
  • Liberar carga de forma automática em picos de consumo
  • Garantir operação de contingência em ambientes críticos, como data centers, indústrias e hospitais

Impacto direto:

Mais estabilidade, menor dependência de infraestrutura externa e maior controle sobre disponibilidade energética.

5. Plataformas integradas de monitoramento e diagnóstico

O futuro da gestão energética é centralizado, preditivo e orientado a dados.

Plataformas unificadas de monitoramento permitem visualizar em um único painel todo o comportamento elétrico da operação, do medidor ao transformador, do CxO ao técnico de manutenção.

Recursos técnicos incluem:

  • Análise de anomalias via machine learning
  • Alertas automáticos de falhas ou sobrecargas
  • Diagnósticos preventivos com base em histórico de consumo

Resultados:

  • Redução do tempo de resposta a incidentes
  • Planejamento preciso de manutenção
  • Decisões baseadas em dados e não em estimativas

Checklist técnico para evoluir sua gestão energética

  • Mapeie seu perfil de carga e identifique picos, horários críticos e consumo por setor
  • Implemente sensores e medidores inteligentes conectados a uma plataforma IoT
  • Avalie modelos de contratação flexíveis, combinando mercado livre e performance energética
  • Considere sistemas de armazenamento e contingência para operações críticas
  • Digitalize sua infraestrutura elétrica e centralize dados, alarmes e relatórios de eficiência

A energia corporativa em 2025 não se resume à origem do fornecimento, mas à inteligência aplicada ao seu uso.

Empresas que investem em infraestruturas conectadas, automação e análise preditiva conquistam menor custo por kWh, mais estabilidade operacional e vantagem competitiva.

A Roost Energy acredita que o futuro da energia é inteligente, integrado e orientado a dados, e esse futuro já começou.

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