A cada ano, novas tecnologias despontam promissoras, mas poucas conseguem realmente mudar o jogo quando combinadas com necessidades reais de negócio, restrições regulatórias, custos, segurança e expectativa de usuários. Em 2025, uma dessas tecnologias estratégicas é a computação híbrida, apontada pelo Gartner como uma das tendências centrais para esse período.
Empresas de todos os portes enfrentam pressões: acelerar inovação, garantir segurança, buscar eficiência energética, manter compliance, minimizar riscos. A computação híbrida emerge como uma resposta essencial para equilibrar desempenho, controle, custo e inovação. Neste artigo, vamos destrinchar o que é computação híbrida, por que isso é estratégico em 2025, ver exemplos práticos, benefícios, desafios, boas práticas e como a empresa Roost, atuante em IoT, edge computing, cloud híbrida, redes, segurança e monitoramento, está bem posicionada para ajudar empresas a aproveitarem esse movimento.
Se você é gestor de TI, CIO, CTO, líder de inovação ou empreendedor tecnológico, este conteúdo é feito pra esclarecer como tirar proveito da computação híbrida, os riscos a considerar e como preparar sua empresa para essa nova realidade tecnológica.
O que é Computação Híbrida
Definição e Elementos Essenciais
Computação híbrida refere-se à combinação e orquestração de diferentes ambientes de computação, tipicamente:
- Infraestrutura local (on-premises), com servidores, data centers internos, edge devices etc.
- Nuvem pública (public cloud) provedores externos que oferecem computação, armazenamento, rede sob demanda.
- Nuvem privada ou data centers internos ou sob controle direto da organização.
- Computação de borda (edge computing), que aproxima o processamento dos dados ao ponto em que esses são gerados.
O objetivo é aproveitar o que cada ambiente oferece de melhor: latência baixa, controle, segurança, proximalidade, custo eficiente, elasticidade, e ao mesmo tempo a escalabilidade e flexibilidade da nuvem.
Por que É Uma Tendência Estratégica em 2025
Segundo o Gartner, entre as “10 principais tendências tecnológicas estratégicas” para 2025, computação híbrida aparece como uma das que desafiam as organizações a reconsiderarem seus processos.
Alguns dos fatores de impulso:
- Exigências regulatórias e de segurança de dados que impõem que parte do processamento ou do armazenamento continue em local físico ou sob jurisdição controlada.
- Necessidade de reduzir latência, especialmente em aplicações IoT, edge computing, realidade aumentada/virtual, operações críticas.
- Busca de eficiência energética e de performance , o uso combinado de hardware local, edge e nuvem pode possibilitar melhor uso dos recursos físicos, otimização de tráfego, menor consumo de banda etc.
- Custos crescentes de nuvem pura ou problemas de vendor lock-in. A computação híbrida permite balancear custos entre ambientes.
- Resiliência e continuidade de negócio, se a nuvem pública tiver falha ou instabilidade, componentes on-premises ou edge podem sustentar operações críticas.
Como a computação híbrida transforma as empresas
Agilidade e escalabilidade
Empresas podem escalar para cima ou para baixo seus recursos de nuvem pública quando necessário, enquanto mantêm operações críticas e dados sensíveis em ambientes locais ou edge. Isto permite responder a picos de demanda, lançar novos serviços rapidamente, testar protótipos em nuvem, sem comprometer segurança ou conformidade.
Redução de latência e melhoria de performance
Para aplicações como IoT, realidade aumentada, monitoramento em tempo real, a latência é crucial. Quanto mais próximo do ponto de geração/consumo de dados for o processamento, melhor será a experiência (menos atrasos, interrupções). Edge computing + ambientes locais integrados ao plano híbrido são essenciais.
Segurança, privacidade e compliance
Muitas leis de proteção de dados (por exemplo LGPD no Brasil, GDPR na Europa etc.) impõem que dados sensíveis fiquem sob determinadas condições, ou mesmo permaneçam localizados fisicamente em certos territórios. Computação híbrida permite que parte do ambiente fique sob controle direto da organização, com políticas de segurança específicas, enquanto outras partes menos sensíveis rodem na nuvem pública.
Otimização de custos
Embora nuvem pública ofereça escalabilidade, uso intensivo pode gerar custos elevados contínuos. Ambientes locais ou edge bem dimensionados podem absorver carga de trabalho previsível ou crítica com custos operacionais mais previsíveis. A combinação permite balancear custos de infraestrutura, transferência de dados, licenças, energia.
Resiliência e continuidade de negócios
Em caso de falhas no provedor de nuvem pública, instabilidades de rede ou interrupções de serviço, ter componentes on-premises ou edge permite manter operações essenciais. Backup híbrido e recuperação de desastres (DR) são facilidades que arquiteturas híbridas geralmente implementam.
Desafios da Computação Híbrida
Apesar dos muitos benefícios, a adoção de computação híbrida também traz desafios que precisam ser tratados com planejamento:
- Complexidade de Arquitetura
Integrar múltiplos ambientes (nuvem pública, privada, edge, local) exige uma arquitetura bem projetada, com orquestração, interoperabilidade, gerenciamento de dados, rede, segurança, monitoramento. - Segurança & Riscos de Exposição
Cada camada adicional pode abrir vulnerabilidades: transferência de dados entre locais, autenticação, gestão de identidade, criptografia, patches, configurações erradas etc. - Custo Inicial e Investimento em Infraestrutura
Componentes locais e edge exigem hardware, manutenção, pessoal especializado. Migrar workloads de nuvem em volta ou partir para um modelo híbrido pode demandar investimento inicial. - Governança & Compliance
As regras regulatórias variam por país/estado/indústria. Garantir que dados estejam onde devem, garantir auditoria, rastreabilidade, privacidade. - Latência de Integração e Largura de Banda
Quando muitos dados precisam trafegar entre edge/local e nuvem pública, ou quando há sincronização frequente, pode haver gargalos de rede. - Gestão de Dados e Estado
Como garantir consistência de dados, sincronização, latência aceitável, versionamento. - Profissionais Calificados
Habilidades especializadas são necessárias: engenheiros de cloud, arquitetos, especialistas em segurança, DevOps, especialistas em edge computing etc. Nem todas as empresas têm isso internamente.
Como a Roost incorpora Computação Híbrida em seus serviços
Agora, vamos ver como a Roost já está atuando ou pode atuar para ajudar empresas a explorarem computação híbrida.
Serviços de Cloud Híbrida da Roost
- A Roost oferece Roost Cloud Services, que inclui uso de data centers locais + nuvem, atendendo requisitos de segurança e compliance. Isso permite que empresas tenham parte dos seus serviços e dados mantidos em ambiente controlado, enquanto aproveitam a escalabilidade da nuvem pública.
- Também oferece Backup e Recuperação na Nuvem Híbrida: políticas amplas para proteção de dados, recuperação de desastres (DR) entre nuvens e entre nuvem/local. Isso é fundamental para resiliência.
Edge Computing, Monitoramento e Operações Híbridas
- A Roost atua fortemente com edge performance: dispositivos e soluções que processam ou filtram dados no edge ou próximo do ponto de coleta, reduzindo latência e tráfego para o núcleo ou para a nuvem.
- O serviço Roost Smart Spaces traz dispositivos conectados, IA, análise de dados, segurança, controle de acesso etc., tudo isso geralmente exige presença local (sensores, dispositivos, edge) + back-end em nuvem para armazenar, analisar, orquestrar e fornecer dashboards ou tomada de decisão.
- O Roost Centro de Operação (ROC), com NOC e SOC, permite monitoramento contínuo, visibilidade da infraestrutura e resposta rápida a incidentes. Em arquitetura híbrida, parte desses logs ou dados de segurança podem ser processados localmente (para resposta imediata, por exemplo), enquanto o histórico, análises forenses, aprendizado de máquina etc. podem residir na nuvem.
Casos de Uso
- Educação: a Roost já participou de modernização de infraestrutura de rede da Unesp (WiFi 6, cobertura em todos os campi) possibilitando uso de aplicações de aprendizado online, realidade aumentada etc. Isso demanda uma arquitetura híbrida para garantir conectividade, latência e escalabilidade.
- Setor público / hospitais: infraestrutura de rede da Univasf foi modernizada com dispositivos de autenticação, controle de acesso de usuários, gestão de ativos, etc. Parte desses dados/controles devem residir localmente por segurança, enquanto outras partes de análise e backup podem usar nuvem híbrida.
Benefícios que as empresas estão observando com Computação Híbrida
- Maior performance e melhor experiência de usuário, especialmente para aplicações críticas, IoT, operações em campo, onde latência é um diferencial.
- Redução de custos operacionais ao otimizar uso de nuvem pública somente para o que for variável ou exigente, deixando carga previsível ou crítica em local ou edge.
- Melhor segurança e compliance, com dados sensíveis mantidos sob controle direto.
- Resiliência e continuidade do negócio, inclusive recuperação rápida em caso de falha em parte da infraestrutura.
- Flexibilidade para inovação, testar novos serviços, escalar, ajustar rapidamente conforme demanda ou novos requisitos regulatórios.
A computação híbrida em 2025 não é mais uma opção futurista, está tornando-se requisito fundamental para empresas que desejam inovar com segurança, dar escalabilidade, melhorar performance e continuar competitivas em ambientes regulatórios rígidos. Organizações que escolherem bem seus workloads, arquiteturas, parceiros e ferramentas conseguirão ganhos reais em eficiência, resiliência e inovação.
Empresas como a Roost já demonstram que esse modelo híbrido é viável e vantajoso: com soluções que combinam data centers locais, nuvem pública, edge computing, segurança robusta, monitoramento contínuo e backup/DR híbrido, elas ajudam a transformar operações de TI de clientes em ativos estratégicos.
Se você está considerando migrar para uma arquitetura híbrida, ou otimizar a que já existe, meu convite é: avalie quais partes do seu negócio mais se beneficiam da computação híbrida, identifique seus gaps (segurança, rede, monitoramento etc.), e escolha um parceiro com expertise comprovada. A Roost pode ser esse parceiro.